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Se você carrega dívidas de cartão de crédito, quitar este ônus deve ser sua primeira prioridade financeira, tirando despesas básicas de vida para você sua família. Na verdade, quitar dívidas de cartões de crédito deve ser sua prioridade até que estas estejam finalmente quitadas.

Porém, por mais que você queira pagar estas dívidas o mais rápido possível, existem algumas coisas que você nunca deve fazer no processo de pagá-las:

1. Não tire dinheiro de sua previdência privada para pagar seus cartões

Muitos especialistas concordam que retirar uma quantia de contas poupança comuns, principalmente quando você tem mais de R$2000 nestas contas para pagar dívidas de crédito, é altamente aconselhável. Pois estas contas acumular basicamente 0% de juros ao mês enquanto seu cartão de crédito acumula de 15% a 30% ao mês em juros (leia-se “dívida” neste caso). Nesta situação, se o seu saldo em conta poupança cobre sua dívida de crédito, não faz sentido manter este dinheiro parado e ainda continuar devendo.

Contudo, sua previdência não deve ser movida em nenhuma instância. Pois você paga taxas e impostos exorbitantes em cada resgate feito, e isto obviamente não é nada lucrativo a longo prazo. Uma previdência deveria ser o seu fundo de aposentadoria, ou seja, algo sagrado que você nunca pode alterar antes desta data tão sonhada.

2. Não faça uma hipoteca em sua casa

A diferença entre dever ao banco por cartões de crédito e dever uma hipoteca, é que caso você não consiga pagar, o banco pode pegar sua residência à força e a leiloar para quitar o seu valor devido. Em contrapartida, em sua dívida com seus credores de cartões de crédito, estes nunca poderão te forçar a perder sua casa para pagar uma dívida.

Uma hipoteca é apenas mais uma dívida que você está criando. Pode parecer uma boa maneira de pagar seu débito com cartões de crédito, porém no fim apenas cria uma segunda dívida em seu nome. Colocar seu nome sujo diretamente contra o risco de perder sua casa nunca valerá a pena. Sem considerar que as taxas de juros serão tão ruins ou até piores do que as já te cobradas pelos seus credores de cartões de créditos.

3. Não abra um pedido de falência

Declarar falência pessoal pode parecer uma ótima maneira de ter seus débitos perdoados e evitar pagá-los, mas na realidade esta declaração pode ser um erro financeiro pior do que deixar sua dívida acumular de uma vez por todas.

Declarar falência pode até, em teoria, garantir que seus ônus sejam perdoados e que você não tenha que arcar com suas dívidas. Com exceção de financiamentos estudantis, que raramente são perdoados nessa modalidade. Mas o estigma de declarar falência te acompanhará por muitos anos no futuro, mesmo após esta fase ruim.

Seu crédito com bancos e credores será quase nulo e ficará assim por algum tempo. Caso você deseje financiar uma casa ou carro neste meio tempo, será tarefa difícil e as taxas de juros serão mais altas do que você espera.

O ponto é, que estes gastos extra e taxas de juros mais altas para sair deste estado de falência após sua declaração podem ser mais altos do que simplesmente pagar sua dívida e arcar com todos os custos atrelados a ela. Após ter sua dívida quitada, seu crédito no mercado volta ao normal e você poderá tentar sua sorte de novo ao invés de enfrentar os efeitos ruins criados pela declaração de falência.

Sabemos que tudo é possível, e quitar suas dívidas e ao mesmo tempo evitar os três passos mencionados acima é uma realidade bem clara atualmente. Não devemos apenas confiar no que ouvimos, e sim usar de bom senso para arcar com cada ônus de forma a não comprometer o seu futuro.