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Se você já lê bastante conteúdo de conselhos e dicas de finanças pessoais, certamente já encontrou certos “gurus” ou indivíduos teimosos com uma fé inabalável no poder que a renda tem para curar todas os problemas financeiros.

Aumentar as rendas

“Não se importe com as coisas pequenas – foque em alavancar sua renda e isso resolverá tudo”, eles dizem.

E eles continuam dizendo isto porque é o que as pessoas querem ouvir. Por quê?

Quem não gostaria de ganhar mais dinheiro? Gastar menos é difícil para algumas pessoas, e sinceramente, gastar é bem mais divertido. Mas ganhar mais não significa resolver todos os problemas. Todos somos atraídos por ganhar mais, mas isso não é uma solução final. Obviamente, ganhar mais dinheiro ajuda bastante, mas não é tudo. Você pode tentar impulsionar sua renda o quanto quiser (Lembrando que, infelizmente, grande parte do poder de geração de renda está fora do seu controle), mas mesmo se você tiver sucesso em fazê-lo, o estado natural da maioria das pessoas é gastar o que ganham e viver de salário em salário.

Quer provas?

Pesquisa sobre finanças

Uma pesquisa recente da AP-NORC nos Estados Unidos mostra que, “Três quartos das pessoas em domicílios com renda total de menos de US$50,000 por ano teriam dificuldade em arranjar US$1000 para pagar alguma despesa inesperada.”

Lembrando que US$1000 é menos do que muitas dessas pessoas pagam em um mês de aluguel. Dito isso, menos de US$50,000 anuais não é muito dinheiro. Claro, se você observar as famílias com renda superior a US$50,000, vai notar uma diferença bem grande, certo?

Na verdade, não…

“Dois terços dos americanos com renda entre US$50,000 e US$100,000 teriam dificuldade em conseguir os mesmos US$1000 para uma despesa inesperada.”, diz a pesquisa.

Dois terços! Mas e se olharmos nas rendas maiores de US$100,000, seria bem diferente?

Não. A pesquisa segue:

“Mesmo para os 20% mais ricos – domicílios com renda superior a US$100,000 por ano – 38% diz que teria pelo menos alguma dificuldade para conseguir os US$1000.”

Então, ainda uma grande parte daqueles com rendas significativamente altas ainda apresentam um fluxo de dinheiro variando do baixo ao negativo, justamente por estarem gastando tudo o que recebem. A taxa de economias pessoais dessas pessoas é praticamente zero.

É como se nossas taxas de inflação pessoal magicamente sejam equivalentes ou ultrapassem nossas taxas de aumento de renda, e isso acontece em todos os níveis de renda. Talvez a explicação mais fácil seja de que nos sentimos no intitulados, ou pelo menos extremamente motivados a gastarmos tudo o que ganhamos. Essa é uma cultura que não é exclusividade dos Estados Unidos, a maioria das pessoas apresenta essa mentalidade.

“A receita”

A receita é simples – para construir riqueza, deve-se desafiar o status quo. Isso significa focar nos hábitos econômicos, não importando o seu nível de renda, deve-se observar onde você gasta seu dinheiro. Na verdade, o mais inteligente é separar ambos completamente. Não deve haver correlação direta entre o quanto você ganha e o quanto você gasta. Quando ambos são equivalentes, é quando as pessoas se encrencam. Levando isso ainda mais longe, por que não trabalhar para ser bom em ambos os aspectos? Por que não juntar gastos eficientes com maior poder de geração de renda? É aí que as coisas podem realmente deslanchar para você.