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Quando indagado por jovens sobre finanças pessoais, o empresário, diretor da Ritholtz Wealth Management e autor de “A Wealth of Common Sense: Why Simplicity Trumps Complexity in Any Investment Plan”, Ben Carlson notou um padrão alarmante dentre a geração dos chamados “Mileniais”. Poucos são os jovens que realmente sabem usar dinheiro de forma inteligente, e menor ainda é o número de jovens que sabe onde investir. Pensando nisto, Carlson traz dicas de como ser um investidor desde cedo, cuidando do futuro e da aposentadoria, sem deixar de aproveitar a vida enquanto jovem.

Ele nota que jovens não se preocupam com assuntos como mercado financeiro, juros, diferentes formas de investimento e suas rentabilidades, entre outros, antes de começarem a realmente terem uma boa e segura fonte de renda, pois isto não parece relevante para um jovem “quebrado”, que não conseguirá somar ganhos com o pouco dinheiro que tem. Mas não há problema, pois, seguindo as dicas de Carlson, jovens podem começar a se intitularem “investidores” começando com R$1000.

Geralmente, especialistas em finanças pessoais tendem a aconselhar jovens a não temerem o mercado de ações e outros investimentos arrojados. Pois, apesar do alto risco, jovens estão em perfeita posição para encarar de frente a volatilidade da Bolsa de Valores e deixar que os juros compostos trabalhem por eles nas futuras décadas futuras que o jovem tem para deixar o dinheiro crescer. E este é exatamente o trunfo de todo jovem investidor, “tempo” é a palavra-chave. E correr os riscos de um investimento arrojado não é necessariamente a melhor saída para quem tem tempo para ver seus rendimentos acumularem. Outro ponto importante, citado pelo empresário, é que paciência é uma das características mais importantes de todo investidor, principalmente entre os iniciantes. Pois podem demorar alguns anos até que ganhos reais comecem a aparece.

Jovens recém-formados estão começando a realmente ganhar dinheiro pela primeira vez em suas vidas, mas também estão pagando suas próprias contas e bancando sua própria vida. Levando em consideração que todo jovem gosta de aproveitar a vida, sair com amigos, viajar, etc., é importante que haja um plano sólido. Carlson diz que o primordial é ter em mente os prazos para cada parte do plano, somado com o que se pretende fazer com o dinheiro. Segundo Carlson, este é o plano da maioria dos jovens, em ordem de importância:

1- Agora: Gastar dinheiro.
2- Em um futuro próximo: Diversão, casamento, viagens.
3- Na próxima década: Dívidas.
4- Em um futuro bem distante: Começar a economizar para a aposentadoria.

Por isto, ele separou algumas dicas para investidores iniciantes:

  •  Como padrão em finanças pessoais, deve-se economizar por 3 a 6 meses para montar um fundo de emergências. Isto pode parecer difícil no começo, mas um valor bom para se guardar numa conta poupança é pelo menos R$1000. Isto evita que você gaste em cartões de crédito, em caso de despesas imprevistas.
  • Caso tenha dívidas acumuladas, como financiamento estudantil ou cartões de crédito atrasados, use a técnica da “bola de neve”, isto é, pague as menores dívidas primeiro e crie o hábito de ir quitando cada vez mais. Seu comportamento importa mais que planilhas neste momento.
  • Use qualquer renda extra de forma mais eficiente. Uma ótima dica é dividir essa renda extra em diferentes partes, como a regra do um-terço. Um terço deste dinheiro pode ser gasto de qualquer forma agora, um-terço deve ser usado para ajudar a quitar dívidas ou para incrementar o fundo de emergências, e um-terço deve ser aplicado em um investimento de longo prazo, como uma previdência privada para aposentadoria.

Ele conclui: “Ninguém, por pura boa vontade, vai te ensinar finanças pessoais enquanto jovem. É provável que você tenha que aprender a maioria das coisas sozinho.”

Então, aproveite essas dicas de Ben Carlson para começar a planejar seu futuro financeiro, para garantir um ótimo estilo de vida até sua aposentadoria e depois, durante ela.