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No Brasil, o crédito pessoal ainda é relativamente caro devido às altas taxas de juros praticadas no país. O governo Brasileiro drena a maior parte dos recursos financeiros disponíveis na economia fazendo com que a taxa de juros principal, a SELIC, seja uma das maiores do mundo, além de desequilíbrios macroeconômicos internos.

Dado que existem diversas linhas de crédito no Brasil, analisar as vantagens e desvantagens de cada uma torna-se imperativo, pois o consumidor deve ter consciência do tamanho da dívida que ele estará contraindo, o prazo de pagamento e principalmente as taxas de juros envolvidas na operação.

Basicamente, existem 5 linhas de crédito pessoal que são o empréstimo pessoal, o empréstimo consignado, o cheque especial, o empréstimo rotativo e o empréstimo com penhor.

1) Empréstimo Pessoal.

É aquele empréstimo oferecido pelos bancos aos seus correntistas. O banco disponibiliza um limite de crédito pré-aprovado conforme o perfil do cliente e taxas de juros que variam conforme o seu relacionamento com o banco. O empréstimo pessoal é uma das opções mais vantajosas, pois o cliente pode escolher o melhor prazo de pagamento e as taxas de juros não são exorbitantes como no crédito rotativo do cheque especial e cartão de crédito.

No Brasil estão começando a aparecer opções de empréstimo pessoal sem bancos, no qual você consegue o dinheiro com condições mais accessíveis y taxas mais baixas. Simplesmente, existe uma plataforma onda as pessoas que querem investir podem emprestar seu dinheiro a outras pessoas que procuram um empréstimo fácil.

2) Empréstimo Consignado

Trata-se de um tipo de empréstimo feito especialmente por funcionários públicos, aposentados, pensionistas e empresas privadas, onde o banco desconta as parcelas do empréstimo diretamente na folha de pagamento do correntista. Esta é talvez a melhor linha de crédito existente no mercado, pois a garantia do banco é o pagamento do salário mensal do correntista. O lado negativo deste tipo de empréstimo é que o tomador do empréstimo pode ter pouco espaço de negociação com o banco, caso ele gaste mais do que ganha.

3) Limite de Cheque Especial

Nesta modalidade de crédito, o banco disponibiliza um limite de crédito pré-aprovado ao correntista conforme o seu perfil de relacionamento com o banco. Neste caso, a vantagem é que o cliente pode tomar emprestado um montante na hora que quiser sem ter que pedir ao banco. Trata-se de uma boa opção para cobrir eventuais gastos emergenciais, mas o cliente precisa cobrir o déficit o mais rápido possível, pois as taxas de juros desta modalidade são muito altas, muitas vezes abusivas.

4) Empréstimo Rotativo

Trata-se de uma modalidade de crédito oferecida pelas operadoras de cartão de crédito que podem ser afiliadas ao banco do correntista ou não. É como tomar recursos emprestados rolando a dívida mês a mês dentro de um limite pré-estabelecido na fatura do cartão de crédito. Nesta modalidade, praticamente não existe vantagem nenhuma, apenas a de postergar o pagamento da fatura para o próximo período com taxas de juros estratosféricas e proibitivas. Muitas vezes o cliente precisa negociar com o banco ou operadora a melhor forma de quitar uma dívida que cresce exponencialmente, tendo que bloquear o cartão para novas compras. Atualmente, esta é a pior linha de crédito que existe no Brasil com juros que podem chegar a 1000% ano.

5) Empréstimo com Penhor

Nesta modalidade de empréstimo o tomador tem acesso rápido ao empréstimo, sem análise de crédito e sem ter que apresentar avalistas, pois a garantia de pagamento passa a ser o bem que o tomador está penhorando, como joias, imóveis, automóveis, etc. O tomador de empréstimo nesta modalidade pode também quitar uma outra dívida de juros altos com os juros mais baixos da penhora, neste caso o tomador está trocando uma dívida mais cara por uma mais barata. Apesar das vantagens, o tomador de empréstimos desta modalidade precisa ficar atento aos custos do penhor.

Independentemente de quaisquer vantagens de uma linha de crédito, planejar suas finanças pessoais ainda sai mais barato do que acabar se endividando ainda mais. Gastar menos do que se ganha ainda é a melhor opção.