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Os mundos da tecnologia e finanças estão se cruzando cada vez mais de forma emocionante. Uma das tendências mais visíveis e impactantes nos últimos anos tem sido o “peer-to-peer” (P2P) ou mercado de empréstimos. Neste processo, uma plataforma de terceiros cruza credores e devedores, criando novas oportunidades em uma área há muito tempo sob o domínio dos bancos e outras instituições financeiras tradicionais.

Publicamente negociados, os serviços de empréstimo de P2P estão ficando cada vez mais populares e conhecidos. Seus mercados on-line funcionam como intermediários para empréstimos a consumidores e empresas em plataformas avançadas. Eles oferecem aos investidores a oportunidade de financiar os empréstimos.

O valor em dólares dos empréstimos de mercado de P2P mais do que dobrou a cada ano desde 2010. O montante chegou a cerca de US$ 12 bilhões em 2014 e ultrapassou os US$ 16 bilhões nos primeiros seis meses de 2015 e continua em franca expansão.

O rápido crescimento deste mercado tem sido alimentado em parte, pelo desenvolvimento de tecnologias de plataformas muito mais eficientes e produtivas, pela capacidade de fazer transações em ambientes mais seguros, pelo alto potencial de retornos mais competitivos e a expansão de diversas comunidades virtuais. Combinados, todos esses fatores estão ajudando o mercado de P2P a se tornar uma força perturbadora no setor de serviços financeiros.

O mercado de P2P compartilha algumas semelhanças com os empréstimos tradicionais – tais como os bancos, as plataformas de P2P querem também fazer lucro – mas outros aspectos são exclusivos ou não explorados pelos bancos, tais como:

  • Credores e devedores não precisam ter um elo comum ou relacionamentos anteriores;
  • A empresa gestora do P2P serve apenas como um intermediário e não como uma instituição de crédito;
  • As transações ocorrem on-line na internet e não em um escritório;
  • Os credores podem escolher a seus critérios quais tomadores de empréstimos a investir;
  • Os empréstimos não têm garantia;
  • Os empréstimos de P2P podem ser convertidos em títulos e vendidos a outros investidores (emprestadores).

Sem regulamentação do governo

Uma questão muito crítica para os investidores é que as plataformas de empréstimos de P2P e os seus prestadores de serviços não são regulados pelo governo ou garantidos por agências governamentais, como o Banco Central ou a CVM. Os credores, tomadores de empréstimos e os investidores devem levar isso em consideração e com muita seriedade antes de decidir a se envolver na concessão de empréstimos de P2P. Todos os riscos de uma não regulação devem ser pesados.

A partir de agora, não há mercados secundários líquidos de empréstimos de P2P; os investimentos precisam permanecer retidos até a maturidade dos mesmos. Além disso, a securitização desses empréstimos é um campo que está engatinhando, de qualquer forma esperamos que desempenhem um papel extremamente fundamental no crescimento do setor. Ele irá fornecer a transparência e liquidez tão necessárias aos investidores que buscam retornos potencialmente maiores do que poderiam obter, em comparação com os investimentos de alto rendimento e/ou instrumentos de dívida na forma de títulos. Trata-se portanto de uma escolha que precisa de muitos estudos e considerações.

Se você esta pensando em investir o ano proximo, considere a opção dos empréstimos entre pessoas no Brasil.